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segunda-feira, 28 de junho de 2010

Reflexão da Semana

O bem é invencível, mas paradoxalmente não opera através da imposição, sua graça só pode ser evocada através do livre arbítrio.


Na margem contrária, o mal impõe e opera através do medo, da cobiça, da ira e da tentativa de colocar os humanos uns contra os outros.

Isso não é nada difícil, porque com os humanos partindo do princípio que eles e elas são o fundamento de suas próprias vidas acabam atribuindo a si o que não procede de suas essências, são apenas estações repetidoras e multiplicadoras da graça divina.

Com cada humano se achando o centro crítico do Universo, o mal não tem dificuldade alguma de impor, separar, infundir medo e cobiça, já que as pessoas olham às outras com desconfiança em vez de amor.
Apesar de tudo, o bem é invencível

domingo, 27 de junho de 2010

Uma gota de felicidade e chuvas de calamidade


É certo que para o nordestino a chuva sempre é bem vinda. Algo que garante aos produtores e animais da região a bonança que é esperada após um longo tempo de espera, já que o período de verão é prolongado. Quando o sertanejo sabe que as chuvas, ou melhor, que o inverno está chegando fica feliz e se planeja para saber utilizar bem o pouco tempo que tem para cuidar de sua lavoura.  É tempo de preparo, tirar as ferramentas, procurar os arreios dos animais, todo o aparato possível para que assim que a terra receber as águas, a terra seja arada e conseqüentemente temos o fruto em nossas casas. Graças às bênçãos das águas.
Em outra face, nos deparamos com a força das águas. O encontro das águas que permitem que essa força um mover maior do que imaginamos. O homem não tem domínio sobre ela, e infelizmente não tem condições de com toda a sua inteligência prevê o que pode lhe acontecer. Infelizmente, essa triste situação atenuou-se com as dificuldades para tentar socorrer. Vê nossos familiares e amigos em uma situação difícil já é complicado. Então imagine essa situação duas vezes pior, primeiro porque existe o dano material na vida daquelas pessoas e a segunda é físico. O desespero dos pais, filhos, amigos em vê tudo sendo levado pelas águas, em sua outra face. Não tem hora nem tempo de chegar, se ao menos ela pudesse nos dizer em que tempo ela viria. Preparávamos-nos e ficamos vendo somente ela passar. Já vimos os dois lados da moeda, agora precisamos vê as laterais. Se observarmos as moedas de um real é vazada, elas possuem um intervalo, tipo uma marcação. E nesse intervalo é que convido a fazer uma reflexão sobre alguns pontos importantes para instigar a uma reflexão:  1 – O que estamos fazendo como cidadãos para não desmatar as áreas ribeirinhas? Talvez, acredite que elas não têm nada a ver com a questão das chuvas, não está interferindo , entretanto elas seriam as barreiras naturais que poderiam ter evitado. Correto?  2 – No planejamento das barragens que foram destruídas a força do homem esteve presente da forma de conter as águas. Só que não somos perfeitos para impedir isso. Mas gostaria de reforçar o monitoramento das mesmas. Será que a empresa responsável pelo seu monitoramente não foi capaz de entrar em contato com as autoridades para comunicar a população sobre esse feito? Existe tanto dinheiro jogado fora e porque utilizar as outras formas inteligentes do homem para elaborar um sistema de monitoramento para isso?  3 – A poluição também não está fora. Posso ver em algumas cidades que já visitei que as cidades que são cortadas por algum rio sempre estão poluídos. E a tendência é crescer ainda mais. O homem não dá conta que na maioria dos casos ele é o principal responsável. Quando acontece a inundação, o transbordamento das águas é um despreparo de ambas as partes. A população esquece de cobrar dos governantes medidas que venham ou possam amenizar as chuvas. Um prato cheio para eles se aproximarem e vender a imagem de que isso não podia acontecer que vai elaborar um projeto. Acredito que de projeto as gavetas, os armários, os depósitos, arquivos estão cheios. É necessário ação. Não posso esquecer de dizer que é necessário um projeto para se fazer algo mas, se existe o problema e todo ano é a mesma coisa, ele se repete e ninguém faz nada então não precisa de projeto nenhum. Precisa é sair de nossas cadeiras, e levantar nossa voz.  4 – O último ponto é agradecer, todos os dias pelo pão nosso de cada dia, aprender a perdoar, ser solidário. Não esperar que somente em desastres como esse que aconteceu em nossa cidade fazermos algo. Eu decidi sempre ajudar alguém. Se não for com bens que seja de palavras, ações, atitudes. Agradeça pela sua vida. A solidariedade não é somente para ser vivida em dias tristes. É para todos os dias. Hoje, amanhã, eternamente.  

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Reflexão da Semana


Um aspecto essencial da criatividade é não ter medo de fracassar. Dr.Edwin Land


Creio que essa frase ecoa forte em nosso cotidiano.

Na verdade, ela é um choque para quem não tem medo de enfrentar o dia a dia.

Estamos voltando as nossas postagens.

Espere por novidades !


domingo, 25 de abril de 2010

Acabou o intervalo

Acabou o intervalo! Tocou o sino !
Estou voltando.
Depois de várias semanas aribulado pelas provas e apresentações na faculdade, chegou o momento para pausa.

Então, teremos novas postagens na semana e reflexões também.

A desta semana é a seguinte :

"O mais importante não é o número de idéias agrupadas em sua mente,
mas o vínculo que as une" - Titu Maiorescu

domingo, 4 de abril de 2010

A democracia tem uma serie de falhas ...


"Suponha que o capitão do navio representa o estado de coisas a bordo de uma nau ou naus. O capitão [ou o proprietário da nau] é o maior e mais forte do que qualquer membro da tripulação, mas um pouco surdo e com problemas de visão e, também, limitado em seus conhecimentos da profissão de marinheiro. A tripulação está sempre brigando entre si sobre a forma de navegar o barco, cada um pensando que deveria estar no leme; eles nunca aprenderam a arte [ou habilidade, ou técnica] da navegação e podem dizer que ninguém ensinou a eles ou que despenderam tempo estudando-a.
Na verdade, eles dizem que ela não pode ser ensinada e estão prontos para assasinar qualquer um que diga o contrário. Eles passam o todo o tempo aborrecendo o capitão e fazendo tudo que podem levá-lo a dar-lhes o leme. Se uma facção obtem mais sucesso que a outra, seus rivais podem matá-los e jogá-los aos mar, colocar o honesto capitão fora de combate com drogas ou , de alguma maneira, tomar o controle da nau, apossarem-se do que estiver a bordo e transformar a viagem naquele tipo de cruzeiro de prazer de bêbados que se poderia esperar. Finalmente, eles reservaram sua admiração para o homem que sabe como ajudar a controlar o capitão pela força ou pela fraude; eles louvam suas capacidades como marinheiro e navegante e seu conhecimento do mar e condenam todos os demais como inúteis. Eles não têm idéia que um verdadeiro navegador deve estudar questões apropriadas à sua profissão caso queira estar realmente preparado para controlar o navio; e pensam que é impossível adquirir a habilidade profissional necessária para um tal controle (seja este exercido ou não) e que não existe uma tal coisa como a arte da navegação. Com tudo isso acontecendo a bordo, não estarão os marinheiros ou qualquer outra pessoa a bordo de uma tal nau predispostos a julgar o verdadeiro navegador como falastrão ou um visionário e inútil para todos eles ?" (Platão, A República, p.282)

Seria mera coincidência ou realidade ?
Reflitam,
Boa Semana e feliz páscoa.

domingo, 28 de março de 2010

Reflexão da Semana


"Nossa recompensa se encontra no esforço e não no resultado. Um esforço total é uma vitória completa." Mahatma Ghandi

domingo, 14 de março de 2010

O passo a passo de um "foca"

Falta pouco tempo para que mais um "foca" deixe sua prole e ganhe sua liberdade.
Liberdade de expressão, opinião, física ... toda a liberdade que for concedida a quem lhe é dada por direito.
No uso do que é lhe dado, é nos primeiros meses de gestação que o filho acompanha sua mãe para que ela lhe ensine os primeiros passos. Ela vai ensinar a "coletar as informações" para saber separa o joio do trigo, ela vai te ensinar "a escrever de forma correta" evitando o uso incorreto de sua língua, ela vai te ensinar a "matar um leão por dia" para que garanta sua alimentação, ela vai te ensinar a "escutar" sempre que for preciso e apurar as informações de maneira sábia para que você não se perca no caminho, ela vai te ensinar a "ver" qual o melhor ângulo para aproveitar ou tiver que "falar com a imagem".
Ela, sua mãe, vai te guiar conforme ela foi instruída através de gerações passadas que também fizeram o mesmo com ela, ensinaram de maneira sábia e coerente garantindo que esse conhecimento fosse repassado ao longo dos anos com a mesma excelência de sempre. Não preciso ferir ninguém, não precisou subestimar alguém, não precisou manipular ninguém.
Seguiu a cartilha escrita através da construção de sua moral e a conduta ética.
Assim somos nós, estagiários dessa vida.
Não precisamos acertar tudo o que fazemos, mas devemos ser instruídos com sabedoria uma vez que, amanhã alguém possa nos dizer : "não tenho nele confiança, ou não é um bom profissional".

É como a canção que diz : "ando devagar por que tive pressa..." pressa para vencer, pressa para aplicar os conhecimentos, pressa para ingressar no mercado de trabalho não tanto valorizado, pressa... pressa... ande devagar... e sempre...

Mensagem da Semana


"Se você não quer ser esquecido quando morrer, escreva coisas que valham a pena ler ou faça coisas que valham a pena escrever." Benjamin Franklin

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Reflexão da Semana



"A melhor maneira de sermos enganados é julgar que somos mais espertos do que os outros." La Rochefoucauld

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Alguém me disse e eu acreditei

Em um dia como qualquer outro, alguém me disse que seria ideal publicar um texto aqui. Poderia ser sobre qualquer assunto, várias palavras, frases talvez.
Em um dia como qualquer outro ,precisei ver os meus pais renunciarem parte de sua vidas em favor dos meus ideais.
Em um dia como foi a alguns anos atrás , deixei de ser criança, alcançei a "maior" idade e consegui o meu primeiro emprego.
Em um dia como foi o de ontem, vi que precisava estudar para obter uma qualificação e assim como todo os jovens que persistem fui aprovado no vestibular e assim entrei na faculdade.
Em um dia de sol aproveitei a liberdade no feriado e visitei meus amigos.
Em um ano poucos são os dias para se agradecer aos meus amigos, familiares e a todos em geral pelo abraço, pelas palavras, encorajamento, sabedorias compartilhadas, alegrias e tristezas seja pelas vitorias ou derrotas.
Em 2010, almejo ver o resultado de todo o meu esforço,ao longo dos quatros anos em algumas páginas da monografia que escreverei e do futuro que me espera ou seja talvez o contrário, ele não me espera, eu devo ir ao seu encontro.
Hoje sou estudante...
Amanhã um profissional.
Depois de amanhã, continuarei sendo "o" mesmo. Posso estar acompanhado ou sozinho.
Posso estar na tela de sua TV ou morando vizinho a você.
Minha voz pode chegar através das ondas sonoras do seu rádio ou, então terei o prazer de lhe conhecer pelas ruas da cidade.
Meu texto poderá ser publicado nos jornais do estado ou somente neste blog.
Quem sabe assessorar alguém ? Ou ser assessorado ?
Deus tudo sabe !
Ele também sabe o melhor para você também.
Deposite sua confiança n'Ele!
Eu já fiz! E agora aguardo o seu sinal para avançar.
Nos meus pequenos passos observo o horizonte aberto cheio de oportunidade para nós, futuros profissionais (jornalistas, administradores,psicológos etc).
Basta querer ! Una-se ao time dos vencedores e marque seu gol!
Viverei, viverás !

Reflexão da Semana

"Não há razão para termos medo das sombras. Apenas indicam que em algum lugar próximo brilha a luz." Ruth Renkel

domingo, 7 de fevereiro de 2010

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Reflexão da Semana

"No mundo dos negócios todos são pagos em duas moedas: dinheiro e experiência.

Agarre a experiência primeiro, e o dinheiro virá depois." Harold Geneev

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Chegou o dia , hoje é natal.

 

Organiza o Natal – Carlos Drummond de Andrade


Alguém observou que cada vez mais o ano se compõe de 10 meses; imperfeitamente embora, o resto é Natal. É possível que, com o tempo, essa divisão se inverta: 10 meses de Natal e 2 meses de ano vulgarmente dito. E não parece absurdo imaginar que, pelo desenvolvimento da linha, e pela melhoria do homem, o ano inteiro se converta em Natal, abolindo-se a era civil, com suas obrigações enfadonhas ou malignas. Será bom.
Então nos amaremos e nos desejaremos felicidades ininterruptamente, de manhã à noite, de uma rua a outra, de continente a continente, de cortina de ferro à cortina de nylon — sem cortinas. Governo e oposição, neutros, super e subdesenvolvidos, marcianos, bichos, plantas entrarão em regime de fraternidade.1120753_62993266 Os objetos se impregnarão de espírito natalino, e veremos o desenho animado, reino da crueldade, transposto para o reino do amor: a máquina de lavar roupa abraçada ao flamboyant, núpcias da flauta e do ovo, a betoneira com o sagüi ou com o vestido de baile. E o supra-realismo, justificado espiritualmente, será uma chave para o mundo.
Completado o ciclo histórico, os bens serão repartidos por si mesmos entre nossos irmãos, isto é, com todos os viventes e elementos da terra, água, ar e alma. Não haverá mais cartas de cobrança, de descompostura nem de suicídio. O correio só transportará correspondência gentil, de preferência postais de Chagall, em que noivos e burrinhos circulam na atmosfera, pastando flores; toda pintura, inclusive o borrão, estará a serviço do entendimento afetuoso. A crítica de arte se dissolverá jovialmente, a menos que prefira tomar a forma de um sininho cristalino, a badalar sem erudição nem pretensão, celebrando o Advento.
A poesia escrita se identificará com o perfume das moitas antes do amanhecer, despojando-se do uso do som. Para que livros? perguntará um anjo e, sorrindo, mostrará a terra impressa com as tintas do sol e das galáxias, aberta à maneira de um livro.
A música permanecerá a mesma, tal qual Palestrina e Mozart a deixaram; equívocos e divertimentos musicais serão arquivados, sem humilhação para ninguém.
Com economia para os povos desaparecerão suavemente classes armadas e semi-armadas, repartições arrecadadoras, polícia e fiscais de toda espécie. Uma palavra será descoberta no dicionário: paz.
O trabalho deixará de ser imposição para constituir o sentido natural da vida, sob a jurisdição desses incansáveis trabalhadores, que são os lírios do campo. Salário de cada um: a alegria que tiver merecido. Nem juntas de conciliação nem tribunais de justiça, pois tudo estará conciliado na ordem do amor.
Todo mundo se rirá do dinheiro e das arcas que o guardavam, e que passarão a depósito de doces, para visitas. Haverá dois jardins para cada habitante, um exterior, outro interior, comunicando-se por um atalho invisível.
A morte não será procurada nem esquivada, e o homem compreenderá a existência da noite, como já compreendera a da manhã.
O mundo será administrado exclusivamente pelas crianças, e elas farão o que bem entenderem das restantes instituições caducas, a Universidade inclusive.
E será Natal para sempre.
Ah! Seria ótimo se os sonhos do poeta se transformassem em realidade.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Quando morre uma criança

Amigos leitores, gostaria de compartilhar o texto publicado semana passsada na revista veja escrito pela Lya Luft. Algo extraordinário para nossa reflexão.

Deleitem-se com o texto e após sua leitura expresse sua opnião.

“Diz um filósofo que toda morte de uma criança é a refutação da existência de Deus. Eu acho que cada morte de uma criança enfatiza o mistério no qual estamos mergulhados, e que não é silencioso: ele fala alto. Então nos atordoamos para não ouvir, fugimos dele para não o perceber, recorremos a mil atividades e distrações numa agitação insana – horários, compromissos e prazeres, buscamos e perdemos, corremos e não chegamos nunca, nem sabemos aonde queremos ir.
Eu nunca tinha visto uma criancinha morta. Nunca tinha ido ao velório de uma, e quase me acovardei, quase não fui. Mas o carinho pela família, e por essa menininha que tantas vezes vi correndo e brincando, com a qual tive alguns diálogos deliciosos, me deu coragem. E fui. Alguém murmurou: parece uma boneca numa caixinha. Ela, a pequena, serenada do sofrimento que ocupou quase todo o espaço dos seus poucos anos, dormia o seu sono enigmático. Nós, adultos de todas as idades, chorávamos. Uns pela perda da pessoazinha amada, outros condoídos pela dor dos amigos, outros, ainda, esmagados pela fragilidade que a doença, o sofrimento e a morte nos fazem sentir.
Amor e devoção imensos iluminaram a vida dessa criança e a todos ao redor. Esse foi talvez o legado maior que a menininha que partiu nos deixou: ao lado da dor e da aniquilação, do desespero e do medo, também existem o bom, o belo, o forte, o amoroso, a devoção e a lealdade – mesmo que tanta coisa fora de nós, de nossa casa e nossas amizades nos pareça decadente ou ameaçadora. Pois todo dia ao acordar somos assaltados por notícias que causam melancolia ou indignação, visões de cinismo, conchavos perversos, desprezo pela honra e falta de modelos positivos. Pouco se faz. Nada se faz. Vivemos ao ritmo desse triste refrão: "as coisas são assim mesmo", "é a vida", "política é isso", "impossível administrar a violência", "o narcotráfico manda em toda parte", "uma maconhazinha só não faz mal", "ninguém tem nada a ver com minha vida", "não adianta querer mudar", e assim por diante.
Por toda parte, famílias em crise. Pais omissos ou ocupados demais não sabem o que fazem filhas de 10 anos em festinhas sem o cuidado de adultos; pré-adolescentes transam, curtem bebida, maconha ou drogas pesadas, depois que o primeiro cigarrinho abriu as portas. Numa grande festa, jovenzinhos bêbados ou drogados vomitam ou dormem nos banheiros de um clube elegante. Adultos passam cuidando para não sujar os sapatos. Só acontece algo quando uma dessas crianças passa realmente mal, e é preciso chamar a ambulância. Onde estão os pais? Vão me achar rigorosa demais, mas eu insisto: onde estão os pais? Sabem onde andam os filhos, com quem convivem nas longas horas fora de casa, têm consciência do quanto são responsáveis? Este é um dos dramas da maternidade e paternidade: teve filho, é responsável. Quem ama cuida. E que seja com alegria, ou não vale. Não funciona. É de mentira.
Escrevo essas coisas rudes, pelo seu contraste com meu verdadeiro assunto: uma criança, enferma a maior parte de sua vida, e sua família provaram que neste mundo também existe verdadeiro amor, que é dedicação. Sem saber, ela ensinou os outros a ser ainda mais unidos e mais amorosos, eles que tudo dariam para preservar a luz daquele seu tesouro, mas tiveram de se render ao destino, à enfermidade, à morte – não importa o nome. Junto com o sofrimento, ficaram para sempre a claridade, a doçura e a força que vão continuar emanando dessa dura experiência transformadora, e daquela figura travessa, inquieta, corajosa, de grandes olhos escuros que me fitaram tão sérios quando lhe perguntei brincando:
– Você não quer um dia desses dar uma volta comigo na minha vassoura de bruxa?luft1
Sem traço de dúvida ou hesitação, ela disse:
– Eu quero!
Menininha que iluminou este mundo tantas vezes feio e cruel, você vai continuar entre nós, na memória de sua passagem breve como a de uma lanterna mágica que vara o céu. Mas esse passeio eu fiquei te devendo. Um dia, quem sabe, quando todos formos poeira de estrelas.”

domingo, 29 de março de 2009

Boa Formação faz a diferença

Esse texto postado no blog é algo interessante. Vale apena refletir.

A cultura ajuda a melhorar a capacidade de julgar

Os responsáveis pelas áreas de seleção das principais empresas do Brasil são unânimes em apontar uma falha grave na formação dos profi ssionais brasileiros: a falta de cultura. A crítica vale tanto para jovens trainees quanto para executivos que já ocupam cargos de liderança. Falta conhecimento de história, geografia, pintura, música e literatura. Esse defeito pode definir sua próxima contratação ou promoção: as empresas precisam de gente culta. Por quê? Porque é o nível cultural que melhora a capacidade de diagnóstico, de entender rapidamente contextos complexos e de fazer julgamentos. Não é à toa que as escolas de administração europeias (que nos últimos anos lideram os rankings internacionais) oferecem cada vez mais cursos que discutem pintura, prosa e poesia, neurologia, filosofia, antropologia e história.01_CAD-90_400-x-270

A origem do problema está nos cursos de graduação, que despendem muito tempo ensinando técnicas e práticas de gestão, modelos de análise e decisão e novas técnicas de marketing e de finanças. Nada de cultura. É como se o aspecto cultural fosse menos importante. Os executivos mais experientes já sentiram o drama e correram para sanar o desvio de formação. É o que explica o sucesso da Casa do Saber, que oferece no Rio de Janeiro e em São Paulo uma extensa lista de cursos de humanidades, da psicanálise à geopolítica, com alta frequência de homens de negócios.

Nestes dias em que estamos tentando decifrar uma das mais complexas crises econômicas dos últimos 50 anos, são muito importantes outros pontos de vista, outros modelos. E estes só vão aparecer se os profissionais tiverem um olhar mais amplo. Acontece que o desenvolvimento cultural é um projeto individual, você precisa estabelecer seu plano e algumas metas. Minha sugestão: ler um livro por quinzena, assistir a um filme por quinzena, ir a um concerto por mês, fazer uma visita a um museu a cada dois meses, fazer um curso sobre filosofia a cada três meses. Seu papo vai ficar melhor. Cultura é um grande diferencial competitivo. Ou você pensa que só falar inglês vai fazer a diferença?

Luiz Carlos Cabrera é professor da Eaesp-FGV, diretor da PMC Consultores e membro da Amrop Hever Group

sexta-feira, 8 de agosto de 2008