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sexta-feira, 19 de junho de 2009

Jornalista com diploma , SIM !

Gostaria de transcrever literalmente um texto do Jorge Duarte no qual faz o seguinte comentário sobre o Jornalista e o cozinheiro. Quem sabe não foi esse o texto que o ministro Gilmar se baseou para dar parcerer contra o diploma.

Acredito que na verdade, o que ele precisa é de um JORNALISTA que realize para ele uma análises de seus textos.logo_diploma_2009_retangular1

“Para evitar a perplexidade impeça o nosso jornalista de continuar a sua apresentação, talvez devêssemos retomar o exemplo da cozinha do restaurante. Tal qual a notícia, o alimento preparado pelo cozinheiro também não é produzido na cozinha, mas fora dela. Cabe ao cozinheiro combinar diferentes alimentos entre si, produzindo um prato específico. Da mesma forma, a decisão sobre qual prato será feito também não cabe ao cozinheiro, mas antes ao cliente, que por sua vez segue os padrões alimentares específicos etc.

Se nosso jornalista conseguir levar à frente essa analogia, ele verá que uma redação jornalística difere-se muito pouco de um restaurante, pelo menos no que os dois têm de rotineiro. Um jornal vende notícias, que acontecem lá fora e que recebem na redação um tratamento especial antes de serem oferecidas ao leitor. Um restaurante vende refeições, cujos ingredientes vêm do exterior, mas não são preparados se servidos de modo que agrade o paladar do consumidor.

Que dizer então que o trabalho do jornalista é igual ao de um cozinheiro ? Não, não é. É muito diferente. A começar pela matéria prima. O cozinheiro lida com produtos estáveis ( vegetais, temperos, carnes), enquanto o jornalista lida com produtos instáveis. Nenhum acontecimento é igual ao outro, o que faz que o trabalho do profissional da imprensa não seja o de apenas ‘misturar os ingredientes’, mas de pensá-los e ponderar sobre a importância de cada um deles, publicando o que se considerar importante e/ou interessante para o público do veículo no qual trabalha. O problema é que nem sempre o que sai na imprensa é o mais importante, do ponto do vista do interesse público ( e das maiorias do veículos de comunicação que são donas e se acham no direito de colocar 4 anos de estudos em sua maioria, substituindo por qualquer um que tem um rostinho bonito ou sabe se expressar bem mas não tem conhecimento teórico algum para argumentar).”

“Há de se concordar que o problema é que nem sempre sai na imprensa é o mais importante, do ponto de vista do interesse público. Muitas vezes, o interessante, mesmo que desimportante , merece mais espaço do que o importante, taxado de desinteressante.”  - Jorge Duarte – Relacionamento com a mídia.

Qual é a sua interpretação a partir de agora com o jornalista após a leitura desse pequeno texto. Será que é somente mais um ? 

Seja mais um a favor da Obrigatoriedade do Diploma para o exercício do JORNALISMO.