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segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Quando morre uma criança

Amigos leitores, gostaria de compartilhar o texto publicado semana passsada na revista veja escrito pela Lya Luft. Algo extraordinário para nossa reflexão.

Deleitem-se com o texto e após sua leitura expresse sua opnião.

“Diz um filósofo que toda morte de uma criança é a refutação da existência de Deus. Eu acho que cada morte de uma criança enfatiza o mistério no qual estamos mergulhados, e que não é silencioso: ele fala alto. Então nos atordoamos para não ouvir, fugimos dele para não o perceber, recorremos a mil atividades e distrações numa agitação insana – horários, compromissos e prazeres, buscamos e perdemos, corremos e não chegamos nunca, nem sabemos aonde queremos ir.
Eu nunca tinha visto uma criancinha morta. Nunca tinha ido ao velório de uma, e quase me acovardei, quase não fui. Mas o carinho pela família, e por essa menininha que tantas vezes vi correndo e brincando, com a qual tive alguns diálogos deliciosos, me deu coragem. E fui. Alguém murmurou: parece uma boneca numa caixinha. Ela, a pequena, serenada do sofrimento que ocupou quase todo o espaço dos seus poucos anos, dormia o seu sono enigmático. Nós, adultos de todas as idades, chorávamos. Uns pela perda da pessoazinha amada, outros condoídos pela dor dos amigos, outros, ainda, esmagados pela fragilidade que a doença, o sofrimento e a morte nos fazem sentir.
Amor e devoção imensos iluminaram a vida dessa criança e a todos ao redor. Esse foi talvez o legado maior que a menininha que partiu nos deixou: ao lado da dor e da aniquilação, do desespero e do medo, também existem o bom, o belo, o forte, o amoroso, a devoção e a lealdade – mesmo que tanta coisa fora de nós, de nossa casa e nossas amizades nos pareça decadente ou ameaçadora. Pois todo dia ao acordar somos assaltados por notícias que causam melancolia ou indignação, visões de cinismo, conchavos perversos, desprezo pela honra e falta de modelos positivos. Pouco se faz. Nada se faz. Vivemos ao ritmo desse triste refrão: "as coisas são assim mesmo", "é a vida", "política é isso", "impossível administrar a violência", "o narcotráfico manda em toda parte", "uma maconhazinha só não faz mal", "ninguém tem nada a ver com minha vida", "não adianta querer mudar", e assim por diante.
Por toda parte, famílias em crise. Pais omissos ou ocupados demais não sabem o que fazem filhas de 10 anos em festinhas sem o cuidado de adultos; pré-adolescentes transam, curtem bebida, maconha ou drogas pesadas, depois que o primeiro cigarrinho abriu as portas. Numa grande festa, jovenzinhos bêbados ou drogados vomitam ou dormem nos banheiros de um clube elegante. Adultos passam cuidando para não sujar os sapatos. Só acontece algo quando uma dessas crianças passa realmente mal, e é preciso chamar a ambulância. Onde estão os pais? Vão me achar rigorosa demais, mas eu insisto: onde estão os pais? Sabem onde andam os filhos, com quem convivem nas longas horas fora de casa, têm consciência do quanto são responsáveis? Este é um dos dramas da maternidade e paternidade: teve filho, é responsável. Quem ama cuida. E que seja com alegria, ou não vale. Não funciona. É de mentira.
Escrevo essas coisas rudes, pelo seu contraste com meu verdadeiro assunto: uma criança, enferma a maior parte de sua vida, e sua família provaram que neste mundo também existe verdadeiro amor, que é dedicação. Sem saber, ela ensinou os outros a ser ainda mais unidos e mais amorosos, eles que tudo dariam para preservar a luz daquele seu tesouro, mas tiveram de se render ao destino, à enfermidade, à morte – não importa o nome. Junto com o sofrimento, ficaram para sempre a claridade, a doçura e a força que vão continuar emanando dessa dura experiência transformadora, e daquela figura travessa, inquieta, corajosa, de grandes olhos escuros que me fitaram tão sérios quando lhe perguntei brincando:
– Você não quer um dia desses dar uma volta comigo na minha vassoura de bruxa?luft1
Sem traço de dúvida ou hesitação, ela disse:
– Eu quero!
Menininha que iluminou este mundo tantas vezes feio e cruel, você vai continuar entre nós, na memória de sua passagem breve como a de uma lanterna mágica que vara o céu. Mas esse passeio eu fiquei te devendo. Um dia, quem sabe, quando todos formos poeira de estrelas.”

terça-feira, 28 de julho de 2009

Você Sabia ?

A Agência dos Correios da cidade está com novo horário de atendimento ? Porém nem todos conseguem ver. 

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Os usuários devem ficar atentos ao horário de atendimento que agora começa a partir das 08:00 e se estende até as 16:00 h , sem intervalo para almoço.

Essa mudança creio que procura igualar com os horários dos bancos, já que lá funciona o posto avançado do Banco Popular – Banco Bradesco.

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Outrora também a prestação de serviços, que se diga anos passados era de um péssimo atendimento, até que melhorou bastante. Acredito que as denuncias foram ouvidas e isso foi o ápice  para providenciar os cursos de “Bom Dia”, “Melhoria no atendimento”, “Simpatia”, “Prestação de Serviços” para os funcionários ali lotados.

É importante avisar que todas as correspondências entregues até as 15:00 h do dia são postadas para a cidade do Recife e lá seguem para as suas origens.

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Também, já é possível encontrar caixas para SEDEX –algo raro das vezes que precisei. Portanto, o rementente não precisa está solicitando nos supermercados alguma caixa para enviar algo para alguém !

A Agência de Belo Jardim está situada a Rua Praça Dom Luiz , S/N , Telefones : (81) 3726-2990 / 3726 1917.

E-mail para contato : peacbelojardim@correios.com.br

No site dos correios informa outro horário confiram:http://www.correios.com.br/servicos/agencias/endereco_detalhe.cfm?cod=%28%26%3AO%27ZLNMQOH%20%0A

Fica na duvida qual devemos seguir ? Eu sei que vou pela orientação do que está fixado lá na porta. Vai se confiar no site, será que eles esqueceram de repassar ou solicitar atualização ? No certo – as duas coisas.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Tudo novo de novo , ou novo atendimento de novo ?


Graças a Deus que apesar de todo o atropelo que aconteceu comigo há oito dias atrás, a saúde de minha genitora está melhor.
Gostaria de agradecer a todos que oraram em seu favor.
E também solicito que "poupem" seu dinheirinho para casos de emergência. Como aconteceu comigo.
Não é de agora que saúde está em péssimas condições não só em Belo Jardim mas como em todo o Brasil.
Assim como a educação, também não é como esperamos. Mas afinal ela serve para algo em nossas vidas.
Contudo, educação nós recebemos de "berço".
Se não é possível ainda quando criança que seja adquirida através de sua formação.
E se não conseguir ainda, junte seus trocados e realize um curso.
Nesse ponto deveria pensar em realizar isso aos funcionários do hospital. Não acham ?